Pela renovação da política brasileira

Hícaro Teixeira – 29.09.2016

A cidade de São Paulo, palco das maiores manifestações do país favoráveis ao impeachment, terá a chance de dar o pontapé inicial na renovação da política brasileira. Pode ser uma virada de página que influenciará o modo de governar no Brasil.

Pela primeira vez, um candidato resolveu vestir como discurso as ideias dessa nova geração, que clama por práticas adotadas em países desenvolvidos – como o liberalismo econômico, onde a sociedade de mercado é a chave do crescimento e da prosperidade.

“Não sou político, sou um administrador, sou um empresário, sou gestor”, ressalta João Dória, candidato do PSDB, que está em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto à prefeitura de SP.

No establishment político, Dória surge como uma novidade. Sua presença implodiu o ninho tucano. A velha guarda do PSDB ligada a esquerda se agoniza como se tivessem jogado inseticida no ralo. A partir daí deu para notar uma verdadeira renovação no quadro do PSDB, com o nascimento de uma direita liberal no partido.

Andrea Matarazzo, um tucano antigo que foi ex-ministro de FHC, saiu do partido depois de perder as eleições internas, acusando Dória de abuso de “poder econômico”. Choro de perdedor. Ele ainda afirmou que a esquerda passaria raiva com o Dória. E que passe bastante! Indica que SP está em um bom caminho. Outro nome dentro PSDB que vem tentando sabotar a campanha do tucano é Alberto Goldmann, ex-governador de São Paulo, que ataca o Dória dizendo que ele “é uma desgraça no PSDB”.

Até aqui, Dória não teve medo de dizer a verdade. Pretende fazer as reformas que a cidade necessita. Primeiro cortando secretarias e reduzindo para 20. Sem medo das palavras demonizadas pelo o PT, o tucano afirmou que vai privatizar o Pacaembu, Interlagos, Anhembi, os corredores de ônibus – deixando na mão da iniciativa privada, uma ação que não vai trazer custo aos cofres públicos, e que a cidade vai sair ganhando com a modernização. A venda desses locais pode gerar um bom caixa para investir na saúde, educação e creches. E sim, não é difícil de haver esse investimento, pois o Dória é conhecido pelo setor que produz o PIB do país.

Ele também vai acabar com o programa Braços Abertos, ideia “mirabolante” do petista Fernando Haddad, que deu dinheiro para usuários de crack, achando que seria uma forma de combater a droga. Pior: a cracolândia que era só uma, aumentou para seis. E os traficantes ainda aumentaram o preço do crack. E Haddad ainda culpa o governo Alckmin por “falta de policiamento”. E o principal: aumentará a velocidade nas vias “sem ampliar riscos”, reduzidos na gestão petista – que acabou atrapalhando 3,5 milhões de pessoas no trânsito nas marginais Pinheiros e Tietê. Essa é a razão do slogan “Acelera SP”.

Agora o que não dá para entender é essa mentalidade que temos no Brasil, de que um homem rico e bem sucedido, que chegou lá com o suor do seu trabalho, “não pode ser um prefeito”. Há um preconceito bobo. Prefiro alguém assim, do que um político que comprou um tríplex no Guarujá com dinheiro roubado de empresa pública. Isso é cafona.

Em um momento de desemprego gritante atingindo 13 milhões de pessoas, uma gestão que busque fortalecer o ambiente de negócios em São Paulo, facilitando a vida do empreendedor que gera e socializa riquezas, é fundamental para o crescimento do país.

Esse é o momento de parar de insistir em ideias intervencionistas e antigas, que nunca deram certo em nenhum lugar, e sim adotar bons exemplos. João Dória pode ser a melhor opção para influenciar o país.

Temer pretende adiar a reforma da Previdência

Hícaro Teixeira – 27.09.2016

O presidente Michel Temer pode acatar o pedido da base aliada para adiar o envio da reforma da Previdência ao Congresso. Ele fará uma reunião nesta terça-feira (27) com os líderes partidários e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). A ideia é deixar o projeto para depois das eleições, informa a Folha de S.Paulo.

Há uma divisão no governo. Uma ala governista defende que o Planalto envie a reforma depois das eleições municipais de domingo para evitar prejuízo de candidatos governistas. E outro lado, pede que o envio da proposta seja o mais rápido para sinalizar ao mercado o compromisso do governo com o ajuste fiscal.

Mantega não é inocente; ele é um petista

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Hícaro Teixeira – 22.09.2016

Guido Mantega não é inocente como tentam pintar por aí. Ele foi um dos mentores do estelionato eleitoral feito pelo o PT nas eleições de 2014. E é o principal símbolo da economia suicida do PT. Sem contar que o mercado não gostava do Mantega.

Culpar Dilma pelo o estrago na economia, sem responsabilizar também o Mantega, é algo de quem tem o miolo mole.

O Joaquim Levy que é inocente. Saiu do governo para não se sujar, e viu que realmente era coisa de louco aguentar pressões da dona Dilma.

As autoridades se importaram pelo o fator dele ser preso no momento em que estava com a esposa no hospital; eu não.

Era evidente que no meio dessas tentativas de política para “campões nacionais”, havia um esquema profundo de corrupção. Mantega chancelava esse tipo política desenvolvimentista para patrocinar empresas amigas do rei. E sabe como essa história termina?

Com o próprio Eike Batista revelando em delação premiada: “Mantega pediu pagamento de R$ 5 milhões para o PT”.

A prisão de Mantega segue a mesma lógica dos demais petistas. Ele é criminoso: é um petista.

Faculdade de Direito da UnB discute paralisação para manifestação “Fora Temer”

Hícaro Teixeira – 22.09.2016

O Centro Acadêmico da Faculdade de Direito da UNB está atuando para fomentar uma ‘greve dos alunos’ pelo ‘Fora Temer’, segundo fontes ouvidas pelo blog.

É lastimável. Ao invés de alguns docentes estarem educando de maneira correta – mostrando os dois lados, vem dando viés ideológico nos conteúdos, para formar verdadeiros ativistas em salas de aula.

Os alunos, que estudam, tentam manter as aulas em regime normal – porém, estão sendo ameaçados pelos integrantes do Centro Acadêmico.

Paralisações

As centrais sindicais organizaram nesta quinta-feira 22, manifestações em todo o país contra o governo do presidente Michel Temer.

Beira o absurdo a lei da anistia que livra políticos

Hícaro Teixeira – 21.09.2016

Quando é pra passar lei que livra político que praticou caixa dois, o Congresso vota numa rapidez, mas quando é para votar pauta do interesse do país, como o teto de gastos e a reforma previdenciária, a discussão se arrasta durante anos.

Renan Calheiros, presidente do Senado, foi um dos negociadores do projeto da anistia dos políticos. Ele pretende parar a Lava-Jato para se salvar e livrar os demais políticos envolvidos.

André Moura (PSC-SE), líder do governo, tentou negociar esse gato também.

A ideia era aprovar o projeto sem publicidade – na surdina.

Parlamentares articulam a volta do financiamento empresarial

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Hícaro Teixeira – 19.09.2016

É pura ficção científica o financiamento público de campanhas. Algo que eu sabia que jamais daria certo aqui no Brasil. E realmente, não deu. Com uma arrecadação baixa de doações de pessoas físicas nas eleições municipais, o Congresso já vem articulando a volta do financiamento empresarial de campanha.

O Estadão informa que a ideia dos parlamentares seria aprovar uma PEC para o sistema misto de campanhas, com dinheiro público do Fundo Partidário e horário eleitoral gratuito, mas também doações privadas, de pessoas físicas e empresas.

A argumentação do PT, que apoiou a anulação do STF em 2015, é de que seria uma maneira de “reduzir a corrupção”. Asneira total. É um verdadeiro delírio. Acontece que com o atual modelo, o dinheiro sai do seu bolso por meio de impostos, e acaba financiando partidos políticos, ao invés de ser direcionado para construção de hospitais e escolas. O STF teve uma posição infeliz. E o mais engraçado é que o PT pediu que fosse aprovado 100% de financiamento público, mas na votação no Congresso, votou a favor do financiamento privado.

Com a anulação do STF, surgiu uma série de problemas, como laranjas fazendo doações; a atual legislação beneficiando candidatos ricos, e o pior: está havendo caixa dois.

Gilmar Mendes, ministro do STF, inclusive já argumentou que a proibição “induziria empresas a doar por meio de várias pessoas físicas, que serviriam como laranjas”.

O que de fato tem influenciado nessas eleições para diminuir a corrupção, foi a Operação Lava-Jato que emparedou os príncipes das empreiteiras, pois a metade dos Congressistas dependia da “propinocracia” – isto é, do dinheiro desviado da Petrobras.

Já que o Congresso vem discutindo o tema nos bastidores, o ideal seria incluir na PEC a proibição de doações por meio de empreiteiras que prestam serviço para o governo.

Ainda bem que o Congresso voltou a discutir o que o STF tinha atrapalhado.  A decisão que a Corte tinha tomado, fez o país retroceder para a legislação 1965 que proibia doações empresariais – e que, logicamente, não deu certo.

5 acusações em que o PT criou narrativas para desconstruí-las

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Hícaro Teixeira – 18.09.2016

O PT sempre cria narrativas como estratégia de guerra política para desconstruir acusações e denuncias quando sua cúpula está envolvida em escândalos. Essa tática, sempre comandada por marqueteiros, tem o efeito de transformar a verdade em mentira.

Militantes, blogs sujos e jornalistas sempre ecoaram frases para tentar manipular a sociedade.

Pois bem: listei 5 casos que você provavelmente já viu os petistas tentando desconstruir:

1) “Faltam provas” na denúncia do Ministério Público contra o Lula

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Não. Sobram provas para condenar o ex-presidente Lula.  São 149 páginas, 37 testemunhas, 270 anexos de extratos bancários, grampos, notas fiscais, áudios, imagens e mensagens de texto.

Lula, de acordo com o MP, cometeu crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

É incrível a capacidade que esse povo tem pra mentir. Nunca vi um grau tão alto de cinismo no meio dos petistas e dos militantes de redação nos jornais. O jornal Folha de S.Paulo, veículo que claramente da para perceber as posições pró-PT, comentou que o procurador Deltan Dallagnol “não tinha apresentado provas”.

E ainda tem o boato que os blogs sujos criaram contra os procuradores com a seguinte frase: “não temos provas, temos convicções”. Simplesmente fizeram uma montagem de frases de dois procuradores, ditas em momento distintos da apresentação da denuncia.

2) Mensalão: Dirceu está sendo condenado pelo STF “sem provas”; e Genoíno é um “preso político”

SÃO PAULO, SP, 24.11.2012: ATO/PETISTAS - Ato em defesa do PT, no auditório do Sindicato dos Engenheiros, para manifestar apoio aos companheiros José Dirceu e José Genoino, condenados pelo STF no processo do mensalão. (Foto: Marlene Bergamo/Folhapress)
(Foto: Marlene Bergamo/Folhapress)

Tudo começou com o ministro do STF Ricardo Lewandowski. Ele disse que não existiam “provas de que o José Dirceu havia comandado o esquema”.

José Dirceu foi o “mentor, protagonista e idealizador” da compra de votos de parlamentares no Congresso para beneficiar o Palácio do Planalto, sob o comando de Lula. O então procurador-geral da República Roberto Gurgel destacou o testemunho de políticos, de líderes partidários e de empresários que negociavam diretamente com ele. Todos afirmaram que receberam propina. Roberto Jefferson está para contar história da derrocada do petismo.

Mas quando Dirceu e José Genoino foram presos, na tentativa de amenizar a situação, o PT usou a narrativa de que ambos eram “presos políticos”. O mais hilário da história é que os dois foram presos durante o governo de uma presidente (Dilma) que fazia parte do mesmo partido. Ou seja, criaram uma “narrativa” do golpe do judiciário.

3) O impeachment não tem base jurídica.

Brasília - A presidenta afastada, Dilma Rousseff, faz sua defesa durante sessão de julgamento do impeachment no Senado (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
(Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Aiai… Até cansa.

Dilma Rousseff cometeu um crime de responsabilidade fiscal com as pedaladas. Ela editou seis decretos de abertura de crédito suplementar sem autorização e de usar bancos públicos para financiar “programas de governo” – que na realidade na minha leitura, uma boa parte desse dinheiro foi para pagar empreiteira com recurso público.

O mais engraçado é que dizem que Dilma sofreu um golpe parlamentar – mas tiveram a oportunidade para votar contra o impeachment durante 8 meses.

4) Prisão do ex-ministro Paulo Bernado

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Todos acreditavam dentro do PT que o petista Paulo Bernardo seria imune às práticas sujas do partido. Mas PT e ética jamais irão se misturar. Marido da senadora Gleisi Hoffmann (PT-RR), o petista foi preso na Operação Custo Brasil, por ter participado de um esquema de corrupção que desviou R$ 7 milhões dos aposentados do Ministério do Planejamento.

Claro, até com ele o PT criou uma narrativa: alegando que a abordagem da PF foi agressiva “invadindo” e “revirando” a casa da Gleisi.

Gleisi se vitimizou dizendo que ela a PF não podia entrar na casa de uma senadora sem pedir autorização ao Supremo. Em seguida STF interferiu e concedeu uma liminar para soltar o Bernardo.

O engraçado é que ele não tinha foro privilegiado. Não era nada. É nessas horas que jamais podemos esquecer que o Supremo é uma corte aparelhada pelo PT.

5) Condução coercitiva do Lula para depor na sede da PF

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Segundo o PT foi um “espetáculo midiático” e uma prisão ilegal. Ainda convocaram a trupe de juristas tabajara para questionar a condução coercitiva.

Pois é, mas não colou. Lula teria faltado todos os depoimentos dá Operação Lava-Jato e ainda bateu o pé no chão dizendo que não iria em nenhum depoimento. Com isso, Sérgio Moro pediu para que a Polícia Federal buscasse Lula para depor.

Foi um mico midiático, isso sim.

Sobram provas para incriminar o Lula

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Hícaro Teixeira – 15.09.2016

Mesmo com fotografias, notas fiscais, extratos bancários, grampos e delações de empreiteiros e uma linha de investigação profunda comprovando que o ex-presidente Lula é o dono do tríplex e que participou do esquema de desvio na Petrobras, setores da imprensa e a militância petista decidiram comprar a tese do advogado dele de que “faltam provas” na acusação – e que “Lula é um perseguido político”.

Sempre quando um integrante do PT é condenado, desde o julgamento do mensalão, eles rebatem com argumentações vazias. O mesmo ocorreu com José Dirceu. Insistiam que não existiam provas contra ele – e diziam que o então procurador-geral da República Roberto Gurgel estava sendo leviano.  O mesmo caso é o impeachment da Dilma, que segundo eles, não há “crime de responsabilidade”.

O procurador da República Deltan Dallagnol fez acusações devastadoras contra Lula, com detalhes mínimos, confirmando o desvio de R$ 87,6 milhões, crime que se configura como corrupção passiva e lavagem de dinheiro – envolvendo o tríplex no Guarujá e o armazenamento de bens pela OAS com a propina paga a Lula de R$ 3,7 milhões.

Para facilitar a compressão, Dallagnol desenhou em um slide. Isso mesmo: desenhou todo o esquema onde tinha o Lula como o chefe.

Além do mais, o Ministério Público Federal tem como prova os contratos de prestação de serviços fictícios que serviram para fazer caixa 2.

A acusação não foi somente construída por opiniões. Há um conjunto de evidências levantado pelo Ministério Público que apontam o Lula como chefão da “propinocracia”, que inclusive conectam ao escândalo do mensalão.

Com esse tamanho de provas, não tem como defender o indefensável.

Lula será julgado dia 8 de novembro, diz revista

Hícaro Teixeira – 09.09.2016

O ex-presidente Lula não tem pra onde correr. No dia 8 de novembro, às 9h30 da manhã, ele terá o primeiro processo como réu, despachado pelo o juiz da 10º Vara do DF, Vallisney de Souza Oliveira, sobre a tentativa de comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró. As informações são da revista IstoÉ.

Farão companhia: José Carlos Bumlai, o filho dele, Maurício Bumlai, o ex-controlador do banco BTG Pactual André Esteves, o ex-senador Delcídio do Amaral (ex-PT-MS) e seu ex-assessor Diogo Ferreira

Já fui questionado por ser negro e gostar de rock

Hícaro Teixeira – 03.09.2016

– Ain, Hícaro, por que você gosta desse tipo de música feita por branco americano? Por que não passa a ouvir músicas produzidas pela cultura negra?

É inegável que a cultura negra tenha força e destaque na música.

Mas por ser negro, devo ter relacionamentos afetivos somente com pessoas negras? Tenho que somente usar roupas africanas? Ler revistas voltadas somente ao público negro? Tenho que votar em candidatos negros como a Benedita Silva?

Enfim, esse é um dos formatos em que o racismo aparece.