Governo do DF gasta quase R$ 1 milhão com festa da virada do ano

Hícaro Teixeira – 31.12.2016

O governo  de Rodrigo Rollemberg, que aumentou a passagem de ônibus do DF para R$ 5 reais, gastará R$ 937 mil para a realização da festa do ano novo “Virada Viva Brasília”. Valor maior do que a virada de 2016. As informações estão no site da Secretaria de Cultura.

O governo do DF está com uma dívida de R$ 972,6 milhões com a União, e em novembro teve dificuldade para pagar o salário dos servidores.

O evento terá a participação do Criolo, Mc Carol, Móveis Coloniais de Acaju.

Ou seja, quem paga o pato é o usuário de ônibus!

Governo de Brasília aumenta passagem para R$ 5 reais. O trabalhador terá que pagar  R$10 reais por dia

Hícaro Teixeira – 30.12.2016

Brasília, a capital do país, onde deveria ser exemplo para todo o país, mais uma vez tem a passagem reajustada pelo governo do Rodrigo Rollemberg (PSB), de R$ 4,00 para R$ 5,00, para o trabalhador que mora longe do centro e para os circulares, de R$ 3 para R$ 3,50 a de ligação curta. Ou seja, o trabalhador terá que pagar R$ 10 reais por dia. Claramente, esse reajuste foi feito por falta de recursos nos cofres públicos.

Um dos grandes fatores foi o rombo de R$ 2,2 bilhões feito pelo ex-governador Agnelo Queiroz (PT). A má gestão do Rollemberg também é um problema. Em um momento de dificuldade o governador mantém uma secretária da Cultura – que serve como cabideiro de emprego.

O secretário de Mobilidade Fábio Damaceno comentou sobre o aumento do preço da passagem.  “O reajuste vem para garantir o nível de gratuidade no sistema, não interferir na parte social, e ajudar no reequilíbrio das contas do governo, pois o subsídio é muito além do que temos disponibilidade de pagar”.

Brasília foi construída pra corrupção mesmo.

Alexandre Garcia vence enquete com 354 votos e Joice Hasselmann fica em segundo com 195 votos

Hícaro Teixeira – 27.12.2016

Alexandre Garcia venceu com 354 votos a pesquisa “Qual jornalista disse mais Verdades em 2016”, realizada no dia 25 de dezembro. A Joice Hasselmann ficou em segundo lugar com 195 votos. Os dois venceram por representarem a voz do cidadão comum, que foi deixada de lado durante esses últimos 14 anos. Isso também indica que a sociedade brasileira vem reencontrando os seus valores tradicionais.

Garcia é um dos analistas políticos mais experientes da imprensa brasileira. Recentemente no Twitter, fez fortes críticas sobre a ditadura cubana e a morte de Fidel Castro. Criticou as invasões nas escolas por militantes de esquerda influenciados por partidos políticos. Ele também comentou a violência enfrentada pelas forças policiais.

Joice é uma mulher forte que tem feito críticas ácidas contra os políticos corruptos de todas as bandeiras partidárias, e foi uma das principais vozes que influenciou na queda da Dilma Rousseff. Atualmente ela é uma das jornalistas com o maior número de seguidores no Facebook, tendo 766 mil fãs.

Diogo Mainardi ficou em terceiro com 46 votos e o Reinaldo Azevedo em último, com 18 votos.

2 pessoas não concordaram com a pesquisa.

Mainardi foi essencial na luta pelo o impeachment da Dilma. E tem feito um jornalismo combativo com o seu site “O Antagonista”. Segundo os seguidores, o único problema do Mainardi foi ter dado “falsas notícias” sobre a possível prisão do Lula.

Reinaldo Azevedo é uma das principais vozes da direita que vem sofrendo revés. Suas últimas opiniões criticando a Força Tarefa da Lava-Jato, operação que vem punindo políticos e empreiteiros, têm afastado os seus leitores. Azevedo diz que defende a manutenção do Estado Democrático de Direito, e alega que o MP e PF vem atropelando os três poderes e causando uma certa “instabilidade no país”. Apesar de tudo, Azevedo é um dos principais jornalistas que lutou contra o governo do PT – e merece ser lembrado como a voz que vem ajudando a reconstruir o Brasil.

 

A direita está contaminada pelo viés confirmatório

Hícaro Teixeira – 23.12.2016

Ninguém pensa igual. Quer fazer um teste? Chame um grupo de amigos de direita para a mesa de um bar. Haverá discordâncias em vários temas. E assim começa o debate entre liberais e conservadores – que é natural.

A questão é saber como iremos receber tal mensagem. Jamais podemos receber uma informação e avaliar se aquela realidade se encaixa com as nossas crenças e convicções. O viés da confirmação tira a nossa inteligência de compreender e questionar os fatos.

O viés da confirmação é você ver uma realidade que queria enxergar. Ou seja, é querer que as pessoas cantem a música que você quer ouvir.

O militante do PT é um exemplo. Os fatos que desconfirmam as crenças dele, ele ignora. Agindo assim, as pessoas perdem a capacidade crítica. Alguns setores da direita estão contaminados com o viés confirmatório também.

“Só é de direita quem pensa desse jeito – se não for assim, esse cara é um socialista”. Quantas vezes ouço essa frase nas redes sociais.

Já vou dizendo que quem julga as pessoas dessa maneira é um retardado que sofreu lavagem cerebral.

O empresário Warren Buffett diz que o ser humano tem um grande talento, “ele gosta de manter intactas as nossas conclusões anteriores”. Ou seja, a pessoa confirma aquilo que ela já sabia.

Existem pessoas que querem ler somente aquilo que ela quer ver escrito – se não for assim, não vale. Às vezes, automaticamente, isso acontece comigo – e logo desconfio. Temos que aprender sempre na vida. É muito bom quando abrimos a mente e interpretamos uma informação nova. Isso até melhora o nosso senso crítico.

Contudo, como jornalista eu dou uma dica, leia de tudo – até o que você não gosta. Talvez entendendo o que o próximo quer te dizer, você consegue persuadi-lo – e se bobear, consegue convencê-lo.

Como diz Walter Lippmann, “quando todos os homens pensam igual, nenhum pensa muito”.

 

A farra dos marajás. Mais de 5000 servidores federais recebem além do limite legal

Pieter Zalis – Revista Veja

Desde a década de 80, quando um político alagoano se lançou no cenário nacional com a fantasia de “caçador de marajás”, o Brasil tenta acabar com a praga dos super-salários de uma minoria de servidores públicos. Até hoje, não deu certo. Na semana passada, o Senado deu um passo importante nessa direção ao aprovar um pacote de três projetos que passa a incluir no teto constitucional (33 763 reais mensais) a maioria dos penduricalhos que atualmente escapam da lei e inflam os ganhos dessa elite de servidores em dezenas de milhares de reais.

Um levantamento de VEJA entre todos os funcionários públicos da ativa do Judiciário, do Executivo e do Legislativo federais mostra o tamanho do problema. A pesquisa identificou os 5203 servidores que ganharam acima do teto em setembro. Somado o valor que eles receberam além do teto, o prejuízo aos cofres públicos chega a 30 milhões de reais em um único mês. A diferença de 360 milhões de reais por ano daria para pagar por um mês a 400 000 aposentados que ganham o salário mínimo. Repetindo: 400000.

A maior parte dos salários acima do teto está no Judiciário, que responde por 21 milhões dos 30 milhões de reais mensais de excesso. O restante vem do Executivo (5 milhões) e do Legislativo (4 milhões). Nos casos mais gritantes, um único servidor chegou a receber mais de 100 000 reais em um mês—os cinco maiores ganhos de setembro do Executivo, do Legislativo, do Judiciário e do Ministério Público estão registrados ao longo desta reportagem. Para evitar uma fotografia distorcida, flagrada em um momento especial em que foram pagos ao servidor atrasados ou coisa semelhante, VEJA também verificou quanto os servidores ganharam nos dois meses anteriores a setembro—e só incluiu na lista dos maiores salários aqueles que, nos três meses, furaram o teto. A lista de VEJA, apesar dos casos escabrosos, ainda não é um retrato completo: não abrange aposentados, nem pensionistas, nem os marajás dos três poderes nos níveis estadual e municipal.

O drible no teto constitucional ocorre, na maior parte das vezes, não por causa do salário propriamente dito, mas em razão de uma miríade de benefícios como ajuda de custo, adicionais por tempo de serviço, trabalho em local distante, exercício de funções de chefia, auxílio nos estudos, e por aí vai. São as chamadas “vantagens eventuais”, “outras verbas remuneratórias”, “indenizações”. A nebulosa de rubricas ajuda os servidores a burlar o teto. “A Constituição é clara: todas essas vantagens adicionais devem contar para o teto, e apenas as indenizações, verbas que evitariam prejuízos ao servidor, como o combustível gasto numa viagem a trabalho, deveriam ser aceitas. O problema é que, como não havia uma regulamentação clara sobre o assunto, muitos benefícios ou vantagens acabam contabilizados como verbas indenizatórias”, afirma o constitucionalista Thomaz Pereira, professor da Fundação Getulio Vargas no Rio de Janeiro.

Para realizar o levantamento, VEJA somou aos salários dos servidores todos os benefícios recebidos e subtraiu gratificações natalinas, adicionais de férias e o abate do teto constitucional. Assim despontam entre os marajás figuras como o ministro do Planejamento, Dyogo de Oliveira, que recebeu acima do teto mês após mês. Em setembro, ganhou 31613,08 reais do salário de ministro, mais 18 000 reais por participar do conselho do Senac e mais 21241 reais de jetons do BNDES. No caso do Judiciário, o juiz federal baiano Carlos D” Avila Teixeira é outro convicto fura-teto. Em setembro, além do salário, recebeu 154386,92 reais em “vantagens eventuais”.

As propostas aprovadas no Senado na semana passada deixam claro que o teto inclui jetons em conselhos de empresas públicas, horas extras, adicionais de plantão noturno, abonos, prêmios, verbas de representação, recursos para missão fora do estado e auxílio-moradia (só no Judiciário, os gastos com auxílio-moradia saltaram de 210 milhões de reais, em 2014, para 840 milhões de reais, em 2015, depois que uma resolução do Conselho Nacional de Justiça estendeu a benesse a mais 16 000 juízes). Para valerem, os projetos agora precisam ser aprovados pela Câmara e sancionados pelo presidente Michel Temer. Afirma a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO), relatora do pacote: “Essa lei e o seu cumprimento são imprescindíveis para o país. A população não se conforma com os supersalários”. E cassar privilégios, aprendeu o Brasil, é mais salutar que caçar marajás.

O Teto de Gastos é fundamental; porém é preciso cortar regalias no Legislativo e Judiciário

Hícaro Teixeira – 13.12.2016

É como ter limite no cartão de crédito. Não é gastando de forma irresponsável e se endividando com juros que você vai conseguir adquirir algo. É preciso ter educação financeira. É preciso poupar! É o básico que nós brasileiros não aprendemos em sala de aula.

Quem ignora a leitura e a informação, sempre é candidato a ser usado como massa de manobra. E nesse momento, a tática da desinformação tem sido usada como a arma daqueles que estão contra o país.

A oposição cria narrativas com frases simples para justamente pescar aqueles que não tem se informado sobre a PEC 55. Alegam que “tem um tópico que vai tirar investimentos na área da saúde e educação”.

Muito pelo contrário do que dizem, a PEC do Teto vai assegurar para que mais a frente o país receba mais investimentos na saúde e educação.

É importante lembrar que esse grupo que desinforma, foi o que afundou o país deixando os brasileiros numa crise econômica ardente.

Então será que vale a pena bater na mesma tecla dando ouvidos para quem dizimou o país e não assumiu os erros?

Passou da hora de rever os erros e, principalmente, se informar mais.

O que precisa ser cobrado sobre a adoção do Teto é o seguinte: é preciso cortar a regalia dos deputados e senadores e do Judiciário. Se isso não for feito, não adianta muito estipular um limite de gastos.

Lula perde pesquisa presidencial na própria página do PT

O ex-presidente Lula perdeu uma pesquisa presidencial feita na própria página do PT Ceará. Na postagem perguntaram se os internautas queriam o Lula como candidato à Presidência de 2018. 5574 usuários votaram  ‘NÃO’ e 1536 ‘SIM’.

Depois que o Lula perdeu, a página apagou a pesquisa.

Confira:

pesquisa

Lula, Alckmin, Temer e Paes citados ontem nas páginas policiais dos jornais

Hícaro Teixeira – 10.12.2016

Ontem nas páginas policiais dos jornais, quatro grandes nomes da República foram denunciados por práticas corruptas: Lula, Michel Temer, Geraldo Alckmin e Eduardo Paes. E hoje nas capas os delatores da Odebrecht disseram que Renan, Rodrigo Maia, Padilha, Moreira, Serra receberam propina.

Dá para montar um álbum de figurinha.

E vem muito mais por aí. Veremos uma avalanche.

Todo apoio a Lava Jato.

Parlamentares do centrão fazem birra em troca de carguinho

Hícaro Teixeira – 08.12.2016

O presidencialismo de coalizão literalmente está falido. Parlamentares do centrão fazendo birra porque o deputado tucano, Antônio Imbassahy, foi indicado para secretaria de Governo.

O governo precisou voltar atrás depois do choro – só para terem um carguinho. São uns miseráveis. Pior: eles ameaçaram em não aprovar a Previdência.